Campanhas - CNBB

Campanha da Fraternidade 2020

Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34)

Dioceses cumprem mandado da CF 2020 para amenizar os impactos do coronavírus

À luz da Campanha da Fraternidade 2020 cujo lema extraído do capítulo 10, 33-34, do Evangelho de Lucas é “viu, sentiu compaixão e cuidou” e o mandado maior é para o cuidado com a vida, dioceses organizam, em parceria com organizações da sociedade civil e do setor público, ações solidárias para mitigar os impactos do coronavírus na vida de populações vulneráveis e somar-se à corrente do bem que se espalha pelo Brasil afora.

Segundo o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, nesse tempo de dificuldade, quando o mundo enfrenta a pandemia do covid-19 e as pessoas são convocadas a permanecer em isolamento social, brotam no coração da Igreja inúmeros e belos exemplos de solidariedade.

Para dom Walmor nestes dias é louvável, especialmente, a ação caritativa dedicada aos pobres. “Tantas pessoas, a exemplo das que vivem nas ruas, têm como único amparo a mão dos nossos agentes de pastoral, cidadãos sensíveis, homens e mulheres de boa vontade. As nobres ações, de quem vê, sente compaixão e cuida, revelam a presença de Deus entre nós. Mesmo diante das crises, brilha a luz de Deus, o que nos dá certeza[ de que este tempo de dificuldade será superado”, afirmou.

Em Joinville (SC), após o decreto do Governo do Estado de Santa Catarina determinando o fechamento e suspensão de muitos serviços para garantir o enfrentamento ao coronavírus, centenas de pessoas ficaram sem assistência na cidade mais populosa do estado. Apesar das limitações, foi a força de vontade e a mobilização entre os grupos formados por fiéis católicos e também de outras religiões que garantiu alimentação a muitos deles que vivem em Joinville.

A parceria entre poder e o trabalho incansável de gente que se sentiu tocada com a situação proporcionou a abertura do Centro POP, que fica ao lado da rodoviária de Joinville entre às 16h e 19h, deste sexta-feira, 20 de março. No local, os moradores de rua poderão fazer a higiene pessoal e também receberão a janta. Os alimentos estão sendo arrecadados pelos voluntários que ficaram responsáveis pelo preparo.  Às 19h estão servindo uma marmita com a orientação de que seja consumida fora do centro para evitar a aglomeração de pessoas em um mesmo espaço.

Água para população de rua.

Jobson Martins Araújo trabalha há três anos como voluntário, e agora, está organizando os grupos que vão preparar a alimentação e também centraliza o recebimento de doações que podem ser de alimento e itens de higiene pessoal. Para e janta da sexta-feira passada, segundo ele, o Centro Pop recebeu o pedido de 50 marmitas. “Sabemos que Joinville tem uma média de 700 pessoas em situação de rua. Então vamos atender quem precisar também com água e orientar sobre a transmissão do coronavírus, pois muitos deles ainda estão sem essas informações”, conta Jobson.

Paralelo a esse trabalho, algumas igrejas também têm se mobilizado. Na paróquia Nossa Senhora de Fátima que fica no bairro Gloria, em Joinville, diariamente uma caixa com água fica em frente ao portão da igreja. “Nós soubemos da necessidade dessas pessoas e por isso vamos oferecer este item básico, pelo menos, até que passe esse período de quarentena”, disse o padre Fernando Barauna que é pároco no local e ecônomo da Diocese de Joinville.

Ação semelhante para a população de rua está sendo pensada pela arquidiocese de Olinda e Recife. Na terça-feira, 24 de março, o bispo auxiliar da arquidiocese de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antonio da Silva reuniu-se na Cúria Metropolitana, no bairro das Graças, em Recife (PE), com representantes da Secretaria de Política Social da Prefeitura do Recife, da Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo de Pernambuco, da Santa Casa de Misericórdia do Recife, da Pastoral do Povo de Rua, do Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima e de segmentos da igreja e de leigos que prestam assistência à população em situação de rua. O encontro teve por objetivo traçar estratégias e unificar esforços na prevenção ao contágio do novo coronavírus entre moradores de rua do Recife e região.

O bispo auxiliar esclareceu ainda que a intenção da Arquidiocese de Olinda e Recife é somar esforços com o Poder Público no combate ao novo coronavírus, direcionando atenção aos irmãos em situação de rua. “Atendendo ao que nos pedem os representantes da Prefeitura do Recife e do Governo Estadual, a Igreja junto com a sociedade civil quer unificar as ações e centralizar os esforços com os grupos que já prestam assistência ao povo em situação de rua neste momento de pandemia”, declarou o prelado.

Após uma breve exposição do cenário atual do povo em situação de rua, foi criado um grupo de trabalho para deliberar sobre o andamento das soluções e dialogar em conjunto sobre as estratégias de ação. De acordo com Vivian Santana, secretária da Comissão Arquidiocesana para a Ação Sociotransformadora (Pastorais Sociais), a Santa Casa de Misericórdia do Recife propôs viabilizar a cessão de um imóvel na Rua do Imperador. O imóvel servirá de ponto de apoio aos moradores de rua durante a pandemia do novo coronavírus.

arquidiocese de Maringá (PA) colocou à disposição da Secretaria Municipal de Saúde o prédio do Centro de Formação Bom Pastor, anexo ao Seminário Arquidiocesano. A estrutura, que abriga 36 quartos, poderá ser usada pelo município para o que for necessário no combate à pandemia do coronavírus. A paróquia da Catedral Nossa Senhora da Glória também cedeu à prefeitura o auditório Dona Guilhermina para reuniões diárias com os profissionais de saúde.

Já a Ordem dos Agostinianos Recoletos cedeu o Seminário Santo Agostinho para a Santa Casa de Maringá. O Hospital usará o complexo para hospedar profissionais de saúde que precisam de pouso em local restrito. Muitos profissionais de saúde que estão na linha de frente não podem ir para casa pois devem evitar contato com crianças e idosos e precisam de um lugar especial para pouso/isolamento.

Outro lugar que irá abrigar profissionais de saúde será a chácara dos irmãos da Santa Casa, da Congregação dos Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora. A Congregação das Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria também ofertou espaços físicos para abrigar profissionais de saúde.

O bispo da diocese de Patos (PB), dom Eraldo Bispo da Silva, anunciou nesta terça (24) que as 40 paróquias do território diocesano estão à disposição das autoridades sanitárias para ações de combate ao avanço do novo coronavírus.

A Paraíba, segundo os últimos dados do governo, investiga cinco mortes por Covid-19, uma delas de uma mulher de 40 anos que estava internada no Hospital Regional de Patos. Em todo o Estado, pelo menos 25 pessoas estão internadas com suspeita da doença.

Diante desse cenário, em carta aberta as 38 secretarias municipais de saúde da área da Diocese de Patos, dom Eraldo anunciou que os espaços físicos da Igreja estão disponíveis “para efetivação de cuidados eventualmente necessários”, além da Rádio Espinhara de Patos e Pastoral da Comunicação (Pascom) que podem ajudar nas ações de prevenção.

Com informações do Regional Sul 4 da CNBB, Arquidioceses de Olinda/Recife e Maringá e diocese de Patos (PB).

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